Ministro da Educação esteve no Plenário do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, onde ouviu o órgão representativo do subsistema politécnico alertar para o subfinanciamento crónico do sistema e para as diferenças de financiamento entre cursos sem justificação aparente.

O Plenário do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) esteve reunido e contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação para abordar uma série de assuntos prementes do Ensino Superior.

O encontro, que decorreu no Politécnico de Leiria, zona particularmente afetada pelas intempéries recentes, foi uma oportunidade para os politécnicos voltarem a lembrar a tutela de que “é urgente introduzir medidas na Lei de Financiamento do Ensino Superior Público que equiparem os valores disponibilizados para o subsistema politécnico com o que se pratica no subsistema universitário”, considera Luís Loures, presidente do CCISP, reforçando que “apesar do ministério reconhecer a situação, a verdade é que o problema persiste e continua por resolver”. Uma equidade que este órgão colegial que representa a rede politécnica nacional pretende ver alargada à carreira docente.

Outras preocupações manifestadas prendem-se com as diferenças de financiamento entre cursos e áreas disciplinares, quando “não há uma justificação clara para que isso aconteça” e com o subfinanciamento “crónico” do sistema que está a ameaçar a tesouraria de algumas instituições de ensino superior.

Projetando o caminho que deve ser trilhado no sentido de o País possuir um Ensino Superior forte e sólido, o CCISP entende como necessário “o fim da atual discriminação negativa que pesa sobre as instituições politécnicas na gestão dos seus recursos e nas suas organizações internas, reforçando a sua autonomia em função dos seus contextos específicos”, acrescenta Luís Loures.

O encontro foi, também, uma oportunidade para o ministro esclarecer o que vai acontecer com a passagem dos Institutos Politécnicos de Leiria e Porto a Universidades. Assim, ficou claro que ambas manterão ensino politécnico, sendo que a do Porto vai passar a denominar-se Universidade Técnica do Porto, enquanto a de Leira será a futura Universidade de Leiria e Oeste. Numa jornada de trabalho muito profícua, houve tempo ainda para abordar os pilares base do futuro PTRR, em preparação neste momento e à procura de contributos. Recuperação, Resiliência e Transformação serão os três eixos do plano para o setor da educação.