
O CCISP teve, além da sua reunião de plenário, reuniões com a agência de acreditação e avaliação A3ES, com a Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) e com a Association of Educational Servive Agencies (AESA Global), todas elas no Politécnico de Lisboa.
O CCISP valorizou o diálogo com a A3ES, sublinhando a necessidade de critérios de avaliação claros, objetivos e transparentes, previamente conhecidos pelas instituições, para evitar decisões subjetivas das comissões de avaliação externa. Por seu turno, a A3ES disse estar apostada em reforçar a articulação com o setor e apresentou o planeamento até 2028, incluindo revisão dos processos de avaliação e ações de formação, mantendo como objetivo central a qualidade do Ensino Superior. Persistem, contudo, preocupações do CCISP quanto à consistência e equidade das avaliações, dificuldades na constituição de CAE e falta de clareza nos critérios aplicados, defendendo-se também uma maior responsabilização e qualificação dos avaliadores.
No que respeita à reunião com a Federação Académica do Desporto Universitário foi destacada a crescente valorização do desporto no Ensino Superior, com perspetivas de novas linhas de financiamento relevantes e iniciativas em desenvolvimento, embora ainda com incerteza quanto à sua concretização. O CCISP reconhece a importância do tema, mas alerta para as limitações e diversidade das instituições politécnicas, bem como para preocupações com equidade competitiva e sustentabilidade financeira. Discutiram-se ainda medidas de apoio aos estudantes-atletas, organização de competições e possíveis parcerias, ficando em aberto a necessidade de acompanhar a evolução política e financeira, reforçar a cooperação institucional e estruturar melhor a intervenção do CCISP nesta área.
Já na reunião com a AESA Global foi sublinhada a importância da confiança e cooperação internacional como base para o fortalecimento de parcerias no Ensino Superior, destacando-se o interesse em novas alianças, partilha de conhecimento e mobilidade académica. As instituições evidenciaram o foco na internacionalização dentro e fora da Europa, valorizando particularmente o espaço da língua portuguesa, bem como iniciativas como duplos diplomas e programas de mobilidade. Foram, ainda, identificadas prioridades como a inovação pedagógica no contexto pós-pandemia, o reforço da cooperação institucional e o desenvolvimento de mecanismos adicionais, como fellowships, para aprofundar a colaboração entre instituições.

